Strategic Planning Manager at Agência Filadélfia, working on a range of different accounts. Focused on brand content development and digital communication. Interested in semiotics, consumer behaviour, web & new media, photography, design and typography. With a history of international experience, recently I've been focused on Brazilian cultural studies.
Specialties: Advertising, Semiotics, International Communications, Languages & Linguistics.
Official host and organizer at the CreativeMornings/Belo Horizonte talks.
Planning manager responsible for the accounts of Instituto Inhotim, BRmalls, Lafarge, I Love Jazz Festival and América FC as well as other agency clients.
Account Planner at Domínio Público Comunicação, working on a range of different accounts, many of them within Fiat Group's portfolio in LatAm such as Iveco, CNH (Case and New Holland construction and agriculture) and FPT Fiat Powertrain as well as with Chrysler through the RAM Trucks account.
Multidisciplinary design assistant, on and offline
Short internship in the design department.
My work with the "Instabili Vaganti" acting company consisted in photographic and video experiments, it also included the development of post-production skills with a range of different softwares. During the internship I have worked with high-skilled professionals from both areas (video and photo).
I have been taking care of the KHLC brand since 2003. My work involves the logo development and the creation of print and outdoor advertisement for this language school in Belo Horizonte, Brazil.
Worked as Subchef in the restaurant of the Bologna Museum of Modern Art.
” Quem não é vaidoso, é mentiroso. Uma pessoa que é vaidosa ao ponto de destruir o outro é um idiota. Agora o cara que é vaidoso mas ele é vaidoso pela qualidade, ele é vaidoso pela vontade, ele é vaidoso pelo dividir…ah bicho, seja vaidoso! Eu sou vaidoso! Eu quero que meu trabalho apareça, mas eu não quero que o seu não apareça….O que eu acho que é um problema sim é a vaidade em excesso. E na realidade o que é a vaidade em excesso? A vaidade em excesso é: eu estou mais preocupado com que você perca do que com que eu ganhe. Que é você estar mais preocupado com a derrota do que com a vitória.”
Sergio Valente
1. Space (“You can’t become playful, and therefore creative, if you’re under your usual pressures.”)
2. Time (“It’s not enough to create space; you have to create your space for a specific period of time.”)
3. Time (“Giving your mind as long as possible to come up with something original,” and learning to tolerate the discomfort of pondering time and indecision.)
4. Confidence (“Nothing will stop you being creative so effectively as the fear of making a mistake.”)
5. Humor (“The main evolutionary significance of humor is that it gets us from the closed mode to the open mode quicker than anything else.”)
Creativity is not a talent. It is a way of operating.
We need to be in the open mode when pondering a problem — but! — once we come up with a solution, we must then switch to the closed mode to implement it. Because once we’ve made a decision, we are efficient only if we go through with it decisively, undistracted by doubts about its correctness.
To be at our most efficient, we need to be able to switch backwards and forward between the two modes. But — here’s the problem — we too often get stuck in the closed mode. Under the pressures which are all too familiar to us, we tend to maintain tunnel vision at times when we really need to step back and contemplate the wider view.
This is particularly true, for example, of politicians. The main complaint about them from their nonpolitical colleagues is that they’ve become so addicted to the adrenaline that they get from reacting to events on an hour-by-hour basis that they almost completely lose the desire or the ability to ponder problems in the open mode.
This is the extraordinary thing about creativity: If just you keep your mind resting against the subject in a friendly but persistent way, sooner or later you will get a reward from your unconscious.
Eu não sabia ao certo se queria ter aquela conversa, mas a comecei mesmo assim. “Ei”, “ei”. Ela perguntou como eu estava. Bem, eu disse. Aprendi há um tempo que essas perguntas não devem ser respondidas com sinceridade, a menos que você realmente esteja bem. Falamos sobre a vida, trabalho, sobre nada, afinal. O que tem feito? Legal, e você? Coisas assim. Conversa vazia… Fiquei pensando, que objetivos teria ela com esse “oi, há quanto tempo”? Que objetivo teria eu rindo das suas sem gracezas? Rimos os dois, sem objetivos. Rimos dos nossos antigos amigos que se casaram, tiveram filho ou engordaram. Rimos. Rimos porque não tinhamos mais o que fazer um com a presença do outro. Era melhor rir. Aí veio o silêncio. Não soube o que dizer, não sabia do que falar. Mas não foi preciso pensar num assunto, logo ela continuou a dizer sobre nossos conhecidos, sobre o que vivemos há uns bons anos. Tudo o que tinhamos era o passado. Não poderiamos falar de outra coisa nem que quiséssemos, não havia nada entre nós além de um passado já muito, muito distante. Ela contou sobre suas desilusões profissionais. Bom, todos somos um pouco desiludidos. “Mas o mundo segue”, eu disse. Ela concordou com um riso sem graça. Veio o silêncio outra vez. Até pensei em algo a dizer, mas não sabia como chamá-la… pelo antigo apelido? E inventar um afeto que não está lá mais? Pelo nome? Obrigar uma formalidade e nos afastar ainda mais, se fosse possível? Me calei. Ela sempre foi falante, para minha sorte. Em poucos segundos se encarregou de começar um novo assunto. Um novo assunto sobre algo velho. E ficamos intercalando risadas sem graça e silêncio, até que ela disse, afinal, “sinto saudades, sabia?”. Foi a pausa mais longa de nossa conversa. Bom, pelo menos na minha cabeça. Não sabia o que dizer, o que pensar. Eu deveria responder? Aguardei que ela continuasse, mudasse de assunto, sei lá, que olhasse para as pessoas passando com um cachorro fofo ao nosso lado, mas ela não se virou, não disse nenhuma outra palavra. Acho que entendo o quanto a eternidade pode aprisionar, sufocar. Esses segundos em que ela me olhou diretamente nos olhos foram o suficiente para eu não querer ser imortal. “Acho que eu também”, finalmente disse. Ela sorriu com os olhos. E levemente com os lábios, assim, meio torto, meio de lado, meio… ela. Esse sorriso foi diferente dos outros, que eram sem graça, sem jeito, sem intimidade. Esse sorriso me empurrou ao passado. Fiquei confuso, sorri de volta. Ela se virou para o cachorro que passava, “olha que fofo”, enquanto eu ainda não tinha voltado àquele mundo, àquele tempo, a ela me encarando, segurando sutilmente a minha mão. Senti que deveria me decidir ali. Muito se passava em minha cabeça e mais ainda no coração. Ela tinha ido embora uma vez, porque ela não iria de novo? Aliás, por que voltou? Depois de tanto tempo… saudades? Algo deu errado? Que papel ela queria que eu tivesse em sua nova desconhecida vida? Eu a amei no passado, mas, será que eu amaria essa pessoa que estava parada ao meu lado, segurando minha mão com tanta leveza? Quem é essa pessoa de agora? Eu não sabia responder nada a mim mesmo, fiquei parado, acho que por cerca de 1 minuto, ou até menos. Que, pra mim, novamente, se passou como a eternidade. Ela deu um passo a frente, esticando nossos braços. Deu outro passo. Soltei sua mão. Ela se virou para mim. Percebi a interrogação em sua mente. Eu não sabia o que fazer, eu não sabia o que dizer. Eu não sabia se queria estar ali segurando a mão dela. Eu simplesmente não sabia de nada. Ela parou e se aproximou de mim novamente, quase me abraçando. Me segurou pela blusa. “Vem!” Eu não conseguia me mover e também não conseguia não me mover. Ela me puxou, sorrindo ainda. “Anda, vem!” Eu não sai do lugar. Ela se juntou novamente ao meu corpo. O vento veio contra ela e percebi que seu perfume ainda era o mesmo. O seu cheiro escondeu todas as flores ao nosso redor. Aquele perfume, seu cabelo balançando irregularmente com o vento e seus olhos sorrindo. “Vem…”, ela disse mais uma vez. “Anda, vem…” Dei um passo a frente. E outro, após outro, após outro… Ela segurou minha mão com menos sutileza, não falamos nada até o dia se por. Não nos beijamos também. Nos abraçamos no final do dia e nunca mais a vi. Acho que a gente precisa de uns lapsos de amor de vez em quando. Alguém que nos faça sentir amados, que nos faça amar, mesmo que por um dia ou menos. Pelo menos essa foi a única explicação que encontrei para ela ter aparecido e ido embora novamente. Talvez, na verdade, não haja explicação alguma, mas hoje me sinto contente com essa.
Tem sido difícil. Mas tenho feito o que posso.
Tenho que me afastar fisicamente de você. E tenho que esquecer o celular em casa de propósito.
Tenho que tomar remédios pra dormir. Tenho que me esforçar pra não te procurar.
Mesmo depois de tudo, mesmo depois de ter morrido o amor.
Se é que morreu o amor. Amor?
Começo a duvidar se o que sinto é amor ou obsessão.
Não sei. Não sei mesmo.
Mas sinto que preciso acabar com o que quer que seja.
Antes que, o que quer que seja, acabe comigo.
Acabe comigo a ponto de acabar com você.
E eu não me perdoaria se acabasse com você.
Elegia 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Empresa de storytelling espetacular. Fizeram o Twenty’s and money, da young&rubicam.
Às vezes tenho o hábito de ficar pesquisando apartamentos e casas no maravilhoso mundo da web. É um simples passatempo, mas que talvez o sábio Freud diria que é uma vontade subconsciente de mudar de casa, de vida, de cachorro ou de papagaio. Eis que num desses passeios imobiliários virtuais encontrei o Casas Bacanas: o nome diz tudo.
A página do Facebook é um parque de diversões pra quem gosta de arquitetura, e como eles só atuam em SP, o catálogo é uma verdadeira ode ao modernismo e à arquitetura contemporânea. Tem pra alugar e pra comprar. Agora só falta o capilé.
Se você mora em Sampa (ou não) veja mais lá no https://www.facebook.com/Casasbacanas.
Incrível a tal da Casa Osler, em Brasília.
O projeto é do escritório do Márcio Kogan, e as belas fotos são do Pedro Vannucchi. Com mais fotos no flickr do fotógrafo.
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Essa é a razão pela qual casas feitas por designers e arquitetos de interiores assemelham-se a estandes de decoração. São para ser vistas. Não vividas. Sinceramente, prefiro entrar numa sala e ver sapatos jogados num canto à beleza asséptica, que me deixa tão à vontade como um centro cirúrgico.
- Walcyr Carrasco na revista Época
Festivais de jazz têm se proliferado pela nossa Terra Brasilis, e não são poucos. E como em todo processo de difusão tupiniquim, começa a acontecer também um certo distanciamento do estilo original e da ideia de levar o verdadeiro jazz para o povo. Não que isso seja ruim – aliás, muito pelo contrário, já que o aboutbr é sim defensor de todo tipo de inventividade musical, cultural, ilegal, imoral ou que engorda. Mas há de se louvar quem consegue manter e fortalecer um propósito e uma identidade musical intactos. Que é o caso do I Love Jazz: festival que acontece em BH, Rio e SP nessa primeira semana de agosto.
Ao longo dos últimos anos o evento tem se tornado uma referência em Belo Horizonte, cidade que aparentemente está se tornando a Montreux Brasileira – uma verdadeira mecca do jazz em meio as montanhas da nossa pátria amada. São inúmeros os festivais ali na capital das alterosas, mas o I Love Jazz – que desde o ano passado resolveu viajar para outros estados – é referência no que diz respeito ao estilo “de raiz”. No festival onde o jazz está em todo lugar, o foco é o estilo da primeira metade do século passado (1920 a 1950), com programação digna de nota em BH, no Rio e em Brasília. Veja sua cidade, escolha em qual dia ir, ou vá em todos mesmo. Mais informações você encontra no site deles e aí embaixo também.
Clique na imagem para saber mais sobre a programação de Belo Horizonte:
Clique na imagem para saber mais sobre a programação do Rio de Janeiro:
Clique na imagem para saber mais sobre a programação de Brasília:
Momento Leão Lobo no Aboutbr: o humorista Bruno Mazzeo e Roger, vocalista do Ultraje a Rigor, fazem as pazes após briga na internet. Pra quem não acompanhou a refrega, aqui vai um resumo. Mas pra quê eu tô falando disso? Pra aproveitar o gancho e escrever sobre dois projetos que envolvem a banda do clássico dos anos ’80 ”Nós Vamos Invadir Sua Praia“.
O primeiro é o disco lançado pela gravadora brasileira Deckdisc, “O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos“. A ideia é muito simples: cada banda toca músicas da outra e a regra é que um não conheça as escolhas do outro. Sendo assim, você pode ouvir a pegada surf music de Roger e cia. em “Eu Quero Ver O Oco” e uma versão bem mais pauleira de “Inútil” feita pelos Raimundos.
Claro que parte da crítica desceu a lenha no que considera um álbum caça-níquel, mas pelo visto o público não se importou e as vendas no iTunes vão de vento em popa.
O outro projeto que envolve o Ultraje a Rigor é o documentário feito por estudantes de rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, “A Gente Não Somos Inútil“, que conta os 30 anos de trajetória da banda. Os músicos participaram do vídeo-documentário com depoimentos e cessão de acervo próprio. Abaixo segue o teaser que tá rolando na internet há algum tempo. A estréia está prevista para o fim do ano.
Comecemos pelo começo: se um artista usa a foto do icônico Ciro Bottini no próprio soundcloud, ele já merece um pouco mais de respeito. Se a música é boa então, aí nem se fala. André Paste é isso aí, pura malemolência sem noção e sem compromisso algum com a seriedade.
Mil palavras não descrevem o som desse gênio, então trate de escutá-lo com a devida atenção. Começando pela faixa Novinha I’m Yours, é uma melhor que a outra. Imagine só uma música com o nome de Cid Moreira on the dancefloor…pois então, ele fez. E adianto que tem até Phoenix no meio do mashup. Tá aqui e lá no soundcloud dele também.
Os Paralamas do Sucesso já usavam óculos quando as meninas do Leblon não olhavam mais pra eles. Quando não tinha colírio, Raul Seixas usava os seus lendários óculos escuros. Agora a Leaf, que apesar do nome é Brasileira, apareceu com esses incríveis óculos de madeira pra deixar todo mundo um pouco mais bacanudo. Esse aí em cima é só um modelo, veja mais no site deles.
Bom, com certeza algum Silva você conhece. Afinal, há uns quinhentos anos, algum gênio português resolveu dar esse sobrenome pra um grande Don Juan da época, e daí em diante foi um pulo pra essa ser a graça mais comum do Brasil. Um dos descendentes desse nobre conquistador foi parar no Espírito Santo, e o sobrenome foi passando de geração em geração, de descendente em descendente, se tornando cada vez mais musical, até dar no que deu: o Silva.
O Silva em questão vem a ser um jovem mancebo, que com seus vinte e poucos anos tem feito belas músicas no estilo mais vanguardista tupiniquim possível: tem um quê de Los Hermanos, um toque de Peter Bjorn & John, um sacolejo de The XX ou Beirut e muito de originalidade – ao menos na opinião desse que vos escreve.
Aperta o play, e se curtir, vá descubrir mais coisa, que é uma melhor que a outra pra um bom fim de tarde de domingo.
12 De Maio by SILVΑ - Escuta essa, que também entra pra fita k7 do aboutbr.org.
O Canal Brasil agora resolveu investir também na boa e velha malemolência musical tupiniquim, e lançou a Rádio Canal Brasil. Pura música Brazuca pra você animar esse outono cheio de céus azuis. Confere lá que não custa nada!
Só clicar: Rádio Canal Brasil – Rádio ao vivo.
Em junho desse ano, mais precisamente no dia 23, vai acontecer a terceira edição do evento Pitch Digital. É um encontro sobre empreendedorismo digital, tecnologia e idéias que acontece na capital brasileira das start-ups: Belo Horizonte. O propósito ali é juntar pessoas com interesses em comum para que elas possam apresentar e discutir suas idéias. Se gostou, se inscreve lá e chega aí, que inclusive o evento será no Inhotim, um dos lugares mais impressionantes do mundo segundo o NYT.